Cementação
Cementação Líquida (em banhos de sais)
As peças submetidas a grandes solicitações já são cementadas há várias dezenas de anos em banhos de sais. A cementação, que consiste num enriquecimento superficial de carbono, é ainda hoje o tratamento termoquímico mais utilizado para se obter peças de aço com superfícies que suportem elevadas pressões e que sejam resistentes ao desgaste, mantendo ao mesmo tempo o núcleo dúctil.
Para se alcançar profundidades de cementação, em tempos economicamente viáveis, os banhos de cementação contêm, além dos elementos fornecedores de carbono, os chamados ativadores, que são produtos que aceleram a reação de cementação. Esses ativadores aumentam não somente a velocidade de cementação como também a oferta de carbono e a velocidade de transporte do carbono do meio líquido para a superfície das peças.
Nos processos de cementação que utilizam o "Sistema MONOSSAL" a composição do sal de reposição já é ajustada de forma a manter sempre a proporção correta de ativador no banho cementante, indepententemente da quantidade adicionada, e em função disto fornecer um potencial de carbono dentro de limites estreitos e pré-determinados, com grande repetibilidade. Este sistema reduz bastante o risco de desbalanceamento dos banhos em função de possíveis erros operacionais. Dispomos de monossais desenvolvidos para diversas necessidades de cementação.
Nos processos de cementação que utilizam o "Sistema de 2 SAIS", é necessário adicionar-se, em proporções corretas, tanto o sal fornecedor de carbono, como o sal ativador. Como o potencial de carbono destes banhos varia em função da proporção entre o sal ativador e sal fornecedor de carbono, é possível utilizá-los em banhos com diferentes potenciais de carbono.
Cementação Sólida (granulados para cementação em caixa)
O carbono necessário para promover a cementação pode também ser fornecido por um granulado de cementação. Trata-se de um produto que, em determinada temperatura, gera um gás responsável pela cementação de peças de aço acondicionadas em caixas metálicas fabricadas em aço resistente ao calor e envoltas pelo granulado em questão. Estas caixas devem ser cobertas por tampas (não estanques) e em seguida levadas a um forno tipo câmara para aquecimento à temperatura de cementação.
| Sistema MONOSSAL: |
| Produtos |
Temperatura de trabalho |
Características |
| CC 50 |
850-950ºC |
Oferece um gradiente de carbono suave sendo utilizado também na restauração de carbono |
| CC 80 |
850-950ºC |
Indicado para a cementação de aços ligados |
| CC 110 |
850-950ºC |
Indicado para a cementação de aços não ligados, onde se exige grandes profundidades |
| C 85 |
850-950ºC |
Mesma aplicação que o CC 80, indicado quando há grande arraste de sal provocado pelas peças |
| C 97 |
850-950ºC |
Mesma aplicação que o CC 110, indicado quando há pequeno arraste de sal provocado pelas peças |
| C 4 |
780-950ºC |
Sal bastante fluido para camadas de até 0,8 mm |
| Sistema de 2 SAIS: |
| Produtos |
Temperatura de trabalho |
Características |
| A 5 / C3B |
850-1000ºC |
Banho ativado para camadas de até 2,0 mm |
| C 5 / C3B |
850-1000ºC |
Banho muito ativado para camadas de até 2,5 mm |
| GS540/C3B (10%) |
850-950ºC |
Fracamente ativado para camadas de até 0,6 mm |
| GS580/C3B (10%) |
850-950ºC |
Fracamente ativado para camadas de até 0,3 mm |
| Cementação sólida - granulados para cementação em caixa |
| Produtos |
Temperatura de trabalho |
Características |
| KG 6 |
900-950ºC |
Recomendável para a maioria das aplicações |
| KG 30 |
900-950ºC |
Recomendável quando é necessário um meio de cementação mais ativo |
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